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Recaída: soma de conflitos internos com situações propícias |
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Estamos acostumados a ouvir que a recaída começa com o primeiro gole ou o primeiro uso da substância ao qual o indivíduo é dependente. Mas não é bem assim.
Os sintomas que levam à recaída costumam aparecer antes mesmo que isso aconteça, com o possível ressurgimento de conflitos que o dependente possuía antes do tratamento. Ainda assim, evitar possíveis situações que possam levar à volta do uso da substância química é fundamental.
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Ao término do tratamento, várias podem ser as situações passíveis de levar à recaída, e tudo depende da força que o indivíduo tem para continuar emocionalmente bem. Mas como diz o ditado, “a ocasião faz o ladrão”, e por isso é bom ficar atento.
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A psicóloga Luciana Yukiko dos Santos, do Centro Paulista de Recuperação – unidade de Piedade, que pertence ao Grupo VIVA, faz um alerta: “Se a pessoa possui conflitos que voltaram a assombrar sua vida, ela terá, neste momento, de tomar muito cuidado para não recair, e tentar, com ajuda de profissionais, tratar isso novamente. Pois é justamente nesta situação que a recaída vai acontecer”, explica.
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Como explica a psicóloga, em relação aos sentimentos do dependente, o que preocupam são as situações extremas. “Representam riscos para recaída tanto a tristeza, a depressão, a ira; quanto à alegria em excesso, desmedida, eufórica – momento este em que o dependente pode achar que o uso, uma única vez, não fará mal algum”, detalha, explicando que este é o grande engano.
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Entre as situações que precisam ser evitadas, está a presença em bares e locais onde a bebida ou a droga sejam recorrentes. É aconselhável até que se evite o contato com pessoas que estimulam a bebida.
“O dependente tem que ter a consciência sobre sua doença e avaliar que pessoa pode ser considerada amiga de verdade”, diz a psicóloga clínica Luciana
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No tratamento
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Nas unidades clínicas do Grupo VIVA, há o trabalho de prevenção a recaídas, que é levado aos pacientes ao longo do período de tratamento.
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Primeiramente, é abordado o tema “recaída”, para que o paciente entenda o que significa, numa profunda abordagem sobre o tema.
No segundo momento, ele é levado a conhecer e identificar, no meio externo, locais e situações nas quais ele pode estar sujeito à recaída. Também passa a ter noção de como o mundo pode ter influência em seu comportamento.
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Após esta fase, o indivíduo é levado a conhecer os sentimentos e sintomas que podem levar a recaída, como o isolamento, o pensamento negativo, depressão, ansiedades.
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Por último, é feito um fechamento do trabalho de prevenção, para dar noção ao paciente do quanto a recaída pode ser prejudicial, quantas perdas ele terá de lidar, o fim de um trabalho que exigiu esforço e superação.
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Um detalhe muito importante, segundo Luciana, se refere ao pós-tratamento. “o ex-paciente deve procurar ajuda profissional sempre, uma vez que levará a doença consigo ao longo da vida”, alerta.
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