Psiquiatra alerta para riscos das drogas sintéticas

 
 

 O consumo de drogas sintéticas, como ecstasy e LSD, é cada vez mais comum entre os jovens de classe média alta do Estado do Rio de Janeiro. Produzidos a partir de substâncias químicas psicoativas, esses entorpecentes provocam alucinações no usuário ao estimular ou deprimir o sistema nervoso central.

    De acordo com a diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção do Uso de Drogas da Uerj, Maria Thereza de Aquino, o uso de drogas sintéticas cresce na medida em que aumentam o número de festas de música eletrônica.

Drogas Sintéticas
 
 

     - Essas substâncias não combinam com uma vida ativa. É mais comum serem utilizadas em festas. O consumo de drogas sintéticas vem aumentando nos últimos cinco anos. Hoje atendo, em média, dois pacientes por semana usuários desse tipo de entorpecente - explica a psiquiatra.

 
 

     A droga sintética mais consumida entre os dependentes químicos é o ecstasy. Os usuários mais comuns são homens de 20 a 40 anos de idade. Essas substâncias, que têm custo elevado, não são consumidas em comunidades carentes.

     - Muitos usuários são estudantes universitários que já ingressaram no mercado de trabalho. A maioria dos dependentes perde o emprego sistematicamente. Esses entorpecentes provocam desidratação e febre alta.

     É como se a pessoa tivesse uma gripe fortíssima de três dias. Por isso, dificilmente o usuário estaria preparado para trabalhar normalmente após ingerir essas drogas - afirma Maria Thereza, que também é consultora do Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas (Degase).

 
 

     Utilizadas em formas de comprimido, pó ou injeção, as drogas sintéticas têm efeito tão prejudiciais quanto a cocaína ou a maconha. O uso do ecstasy provoca hiperatividade e aumento da sensibilidade.

 
 

     Esses sintomas causam danos ao corpo e às percepções, como aumento da pressão sanguínea, desidratação severa, tremores e dificuldade de caminhar. A substância psicoativa danifica temporariamente ou permanentemente os neurônios do usuário e podem causar lesões celulares irreversíveis.

 
 

     Para a psiquiatra da Uerj, Maria Thereza de Aquino, a prevenção para o consumo de entorpecentes ilícitos e lícitos deve começar cedo.

 
 

     - As crianças precisam aprender e internalizar valores para preservar sua mente e seu corpo. Uma pessoa saudável e lúcida terá uma participação satisfatória na sociedade. Uma pessoa que consome drogas fatalmente abandonará seus projetos de vida - declara.

 
 

     No Estado do Rio de Janeiro, o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção do Uso de Drogas da Uerj desenvolve há 22 anos atividades nas áreas de prevenção, pesquisa e tratamento do uso abusivo de substâncias psicoativas.

 
     

 

 

 

 

 

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