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Meu Nome Não é Johnny |
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Filme brasileiro conta a história de João Guilherme Estrella, jovem de classe média que se envolveu com uso e tráfico de drogas.
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Problemas com drogas afetam a sociedade mundial. Neste início de ano o filme mais procurado nos cinemas do Brasil é a produção nacional “Meu nome não é Johnny” que conta a história de um jovem de classe média, amigo de famílias da elite carioca, estudante das melhores escolas da cidade que, sem motivos aparentes, começa fumar maconha aos 14 anos, conhece a cocaína aos 23 e se torna o maior traficante de drogas da Zona Sul do Rio de Janeiro.
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João Estrella, hoje aos 46 anos
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João Guilherme Estrella, vivido no cinema pelo ator Selton Mello, era um rapaz simpático, carismático, cheio de amigos e que hoje representa na íntegra a juventude da “geração perdida” dos anos 80. Esse conceito de geração perdida pode ser muito bem colocado nos dias de hoje, uma vez que jovens que, apesar de terem um acesso mais amplo sobre os malefícios das drogas, começam a usar cada vez mais cedo sempre achando que com ele vai ser diferente. Assim como João Estrella, os jovens do século XXI se vêem como super-homens e que nada de mal pode lhe acontecer. Tanto no filme, que conta uma história real, quanto no nosso lar, na nossa família ou no nosso bairro a droga vence e a dependência química é, quase sempre, o destino de quem se julgava inabalável. As clínicas de recuperação, os presídios estão cheios de Joãos, Josés que poderiam ser estrellas, mas que a luz se apagou pelas drogas.
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O filme mostra o uso descontrolado das drogas assim como a vida de festas e viagens, em ambos os sentidos, de João Estrella. Uma linda mulher, Sofia, interpretada por Cléo Pires, muitos amigos, contatos nacionais e internacionais. A história mostra como entrou e o final de anos no uso e venda de drogas. João foi preso e condenado a quatro anos de reclusão em um Manicômio, onde cumpriu dois e saiu em condicional. A juíza Marilena Soares, considerada a mais severa da época, que o condenou, partiu do princípio que o réu não tinha uma quadrilha, não era um bandido, como ele mesmo dizia. Hoje João Guilherme Estrella tem 46 anos é produtor musical do cantor Ivo Meirelles e leva uma vida sem drogas, mas ainda rodeado de amigos.
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A pergunta que fica é: o que um jovem pode tirar de proveito da vida de João Estrella? São duas coisas opostas, no filme podemos achar em certos momentos que existe uma apologia às drogas quando o protagonista leva a vida que muitos almejam: mulheres, festas e nenhuma responsabilidade. Montanhas de cocaína (no filme foi usado soro fisiológico em pó) foram usadas, vendidas e no final João foi condenado e saiu depois de dois anos. Em entrevistas o verdadeiro Estrella mostra outro tipo de abordagem. Tem a consciência de que foi vítima de suas próprias escolhas, ou seja, não culpa ninguém pelos problemas que teve em decorrência do uso, e mostra todo o lado do jovem inconseqüente quando diz “Eu acreditava que, por mais perigo que enfrentasse, encontraria uma saída nos 45 minutos do segundo tempo. A saída no último minuto poderia ser a nota dez de matemática, que eu conseguia quando precisa ou uma entrada para um jogo do Flamengo ao funcionário da escola que me levava à diretoria por me pegar fumando maconha”.
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Tiramos outra lição de vida com João Estrella. Fica clara a ineficácia do discurso moralista contra as drogas. A família tem que saber o que se passa na vida de um jovem e sobre as drogas o ideal é conversar abertamente. “É inútil dizer ao filho que a droga não gera prazer. Ele não vai deixar de usar por isso, pois outras centenas de pessoas vão dizer que a satisfação é grande”, comenta João que confirma o fato do prazer no uso, mas que os riscos sobrepõe toda a “parte boa”.
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João Guilherme Estrella fala que a partir do momento em que foi preso, em 1996, jamais usou drogas e que parou, pois enjoou. Esse é um caso raro, na maioria das vezes a dependência química toma conta da pessoa. O filme termina com uma frase da juíza que condenou João que diz: ‘Ele é a prova viva de que é viável recuperar as pessoas. É o atestado de que nossa luta não é em vão’, mostrando que todos devem se unir contra a doença e que com um bom trabalho de conscientização podemos diminuir os casos de dependência química.
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Outra frase que marcou o filme foi a enviada pela juíza para João Estrella, de autoria da escritora Marguerite Yourcenar, em um cartão de natal que dizia: "O verdadeiro lugar do nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos”. O lugar você quem escolhe, pode ser o manicômio de João ou a clínica de tratamento onde você está se recuperando. O importante é compreender que suas escolhas podem te levar onde você desejar. Escolha o caminho correto. Seja uma estrela brilhante e não uma estrella decadente.
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