Lindas, ricas, famosas e dependentes

 
 

Por que celebridades que deveriam ser exemplos aos seus fãs se destroem com o uso de drogas e álcool?

João Estrella
 

Atualmente, no mundo das celebridades é cada vez mais comum nos depararmos com essa ou aquela pop star tendo algum tipo de problema pelo uso de drogas e álcool.

A pergunta que nos vem à cabeça é o porquê de uma pessoa que tem fama, dinheiro, reconhecimento internacional, homens aos seus pés entrarem para esse mundo.

A dependência química maltrata e destrói a vida de mulheres referencias o que faz dos seus seguidores, na grande maioria adolescentes, um público alvo da doença.

 
 

Nos anos 70 e 80 era comum artistas do sexo masculino serem flagrados com posse de drogas e assumir a dependência química. Temos vários exemplos como: Cazuza, Freddy Mercury, Arnaldo Antunes, Lobão e John Lennon, entre outros. Com mulheres era difícil acontecer casos como esse, apenas Elis Regina, que morreu de overdose e Rita Lee que foi presa em flagrante por posse de maconha podem ser tomados como exemplo.

 
 

Hoje encontramos estampados na mídia casos que mostram a destruição das drogas e mulheres famosas sendo internadas em clínicas de recuperação. Celebridades como as cantoras Britney Spears, Amy Winehouse e a atriz Lindsay Lohan são exemplos gravíssimos destas situações. Amy, antes referência de beleza, aparece constantemente mais magra, perdendo dentes e sem forças, freqüentando quase sempre centros terapêuticos em busca da libertação da dependência química. Britney Spears, considerada uma das mulheres mais sexy de todos os tempos, se encontra no chamado fundo do poço. Engordou, raspou o cabelo e pode perder a guarda de seus filhos. Essas mulheres têm como seguidores milhões de adolescentes que amam o ídolo de forma incondicional e com isso o perigo das drogas também afetam os fãs.

 
 

No Brasil tivemos o caso da cantora Cássia Eller que, de acordo com o diagnóstico médico, morreu devido a alta ingestão de drogas e álcool. Assim como as celebridades o número de mulheres que sofrem com a dependência química cresce alarmantemente em todo o país. A sociedade não está pronta para aceitar uma mulher dependente e o preconceito é muito grande, entretanto casos como os citados estão diminuindo um pouco esse paradigma. 

 
 

“Mulheres, além do preconceito, também sofrem por outros problemas relacionados à dependência química. No tratamento batemos em cima de que ela precisa de um acompanhamento médico e psicólogo e principalmente de uma atenção afetiva, um carinho, maior que o homem”, explica Henrique Misfeldt, sócio do Grupo Viva e diretor de uma clínica de recuperação para dependência química em Vargem Grande Paulista.

 
 

Mulheres são sinônimos de beleza, de leveza. Mulheres combinam com perfume, com flores. As drogas destroem e as mulheres perdem a sua essência. Se cuidem, não entre para este mundo, não sigam exemplos das belas que, hoje, não são tão belas. Cuide de seu corpo internamente, pois assim o lado de fora não mostra as feridas. Se você já usa drogas, tente parar, ou então procure profissionais especializados em centros de recuperação com todos os registros e experiência no tratamento da dependência química.

 
     
 
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