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Jovens podem começar a usar drogas por omissão dos pais |
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Os jovens estão entrando no mundo das drogas cada vez mais cedo, aos nove ou 10 anos, e o vício começa em casa, ocasionado pela falta de informação e preparo dos pais.
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Dado que deve pôr em alerta a família: os jovens começam a usar drogas dentro de casa, com o apoio dos pais e a maior porta de entrada para este caminho é o álcool.
"Os pais incentivam ou permitem que os filhos bebam no Natal, Ano Novo, um aniversário, e acreditam na filosofia de "que meu filho está bebendo comigo e dentro de casa". O vício começa aí e o álcool é grande vilão entre as drogas".
Pelo menos 15% da população mundial tem pré-disposição orgânica ao uso de substâncias psicoativas, segundo a Organização Mundial de Saúde, que já considera isto como uma doença.
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"Alguns organismos recebem as drogas de maneira muito positiva e são "preparados" para gostar mais de entorpecentes, o que acaba facilitando e propiciando o vício", explicou Mário Elder, presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen).
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Pasta a base de cocaína, mescla e maconha são as drogas mais consumidas depois do álcool, pois são mais baratas e de fácil acesso.
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Segundo Elder, o melhor trabalho é a prevenção, a busca de conscientizar os jovens sobre as conseqüências e prejuízos que as drogas podem trazer. "O que os governos podem fazer é apoiar cada vez mais as organizações e entidades que trabalham com isso, investindo na formação de multiplicadores e prevenção primária, como o Proerd", disse o presidente do Conen.
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Pais devem ficar atentos aos sinais que os filhos dão
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Com freqüência os pais querem saber quais os sinais que indicam que um jovem esteja usando drogas. Não existe maneira fácil de confirmar a suspeita.
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Tentar identificar no jovem sinais ou efeitos das diferentes substâncias só tende a complicar ainda mais as coisas. O clima de desconfiança que se instala nessas situações prejudica muito o relacionamento entre os familiares.
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É normal e esperado que os jovens tenham segredos e que dificultem o acesso de outras pessoas da família, sobretudo os pais, a questões de sua vida pessoal. Eles tendem também a experimentar situações novas, a assumir atitudes desafiantes e de oposição e até mesmo a apresentar comportamentos ousados que podem envolver riscos.
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Tais comportamentos constituem traços característicos de uma adolescência normal. A grande dificuldade dos pais é saber até que ponto essas atitudes e comportamentos estão dentro do esperado ou se já significam que o jovem está passando por problemas mais graves e necessitando de ajuda.
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O mais importante é que os pais tentem sempre conversar com os filhos. Mesmo que o diálogo se torne tenso e cheio de conflitos, ainda assim ele é uma via de comunicação importante. Os pais devem também se preocupar mais em ouvir do que em dar conselhos. Quando o jovem se isola e o acesso a ele se torna impossível, é um sinal de que é necessário procurar algum tipo de ajuda externa.
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