Gênios Dependentes

 
 
  O abuso de drogas e álcool sempre caminhou lado a lado com grandes ícones da nossa sociedade.

Personalidades consideradas com uma inteligência acima da média, verdadeiro gênios, “se perderam” no mundo das drogas e do álcool, chegando ao fundo do poço e, em muitos casos, perdendo suas vidas.
Raul Seixas
Raul Seixas - O maluco Beleza
 
 

    Na música temos diversos exemplos de grandes mestres que morreram no auge de suas carreiras devido ao uso de drogas. O fatídico ano de 1970 é um grande exemplo dessas situações, nele morreram Jimi Hendrix, considerado o melhor guitarrista de todos os tempos e a musa do Woodstock, Janis Joplin. Jimi foi o primeiro negro a se tornar superstar. Aos 14 anos ganhou uma guitarra e fez o instrumento de seis cordas ganhar uma nova vida em suas mãos. Foram apenas três anos de sucesso. Em 1967 se apresentou no Monterey International Pop Festival, e apareceu para o mundo mostrando toda sua genialidade, mas no dia 18 de setembro de 1970, com apenas 27 anos, foi encontrado morto em seu quarto de hotel. Ele havia morrido sufocado por seu próprio vômito depois de consumir altas doses de entorpecentes. Apenas duas semanas depois foi a vez de Janis que, também com 27 anos, teve uma overdose de heroína e, coincidentemente, foi encontrada morta em um quarto de hotel em Los Angeles.

 
 

    No Brasil também tivemos grandes perdas.  Elis Regina era linda e encantava a todos com sua voz inconfundível, era uma mulher educada e, de acordo com amigos próximos, a pessoa mais inteligente com a qual haviam convivido. Apesar de tudo isso e do grande sucesso Elis tinha sérios problemas de depressão e quando entrava em crise, costumava se drogar ou tomar grandes quantidades de álcool para fugir do sofrimento. Em uma dessas crises Elis misturou as duas coisas. Bebeu grandes doses de uísque e consumiu cocaína. O resultado foi fatal. As 11:45 da manhã do ano de 1982 a Pimentinha, como era conhecida, teve uma overdose e deixou milhões de fãs espalhados pelo mundo. Naquele momento as drogas calavam uma das melhores vozes que o país já teve.

 
 

    Quem não se lembra de Raul Seixas? Baiano, filho de uma família de classe média e que adorava ler livros e entrou cedo na música por uma necessidade de "dizer as coisas". Junto com Paulo Coelho fez músicas que entraram para a história, como "Gita" e "Há Dez Mil Anos Atrás". Com muitos problemas pessoais, desiludido com as produtoras e as gravadoras, Raul se entregou ao álcool e acabou morrendo de pancreatite aguda no dia 21 de agosto de 1989. Dessa vez não era a maconha, a cocaína ou a heroína, o álcool foi o responsável pela morte do eterno "maluco beleza".

 
 

    Outro ídolo brasileiro, mas dessa vez do futebol, é o grande Mané Garrincha. O anjo das pernas tortas, como era conhecido, abusou do álcool durante toda sua vida. No filme “Estrela Solitária” que conta a história do jogador, ele aparece bebendo cachaça no café da manhã. Campeão pela Seleção Brasileira em duas copas do mundo, 1958 e 1962, Garrincha perdeu a luta contra o alcoolismo e no dia 20 de janeiro de 1983, aos 50 anos, morreu vítima de uma infecção generalizada.

 
 

    Mais recentemente o Brasil perdeu um dos ícones do rock nacional. Cássia Eller, aos 39 anos, no auge da carreira deixou os seus fãs sem sua voz grave e seu estilo irreverente de atuar. A cantora morreu vítima de overdose de cocaína no dia 29 de dezembro e a música perdeu mais um gênio que sucumbiu pelas drogas.

 
 

    Esses são apenas alguns exemplos dos nomes mais conhecidos que morreram pelo uso de drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas. Infelizmente essa matéria poderia ser bem mais ampla e repleta de outros nomes que jogaram suas vidas no lixo por causa de alguns minutos de êxtase.

 
 

 

 
   
 
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