Doença "da moda" pode levar ao abuso de drogas

 
 

o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), está na moda hoje. Quando o filho é uma criança inquieta os pais já dizem que é hiperativo, mesmo sem diagnóstico médico. O TDAH é mais conhecido nas crianças, mas pode continuar até a vida adulta, e a falta de tratamento pode causar outros distúrbios. Pesquisas realizadas nos EUA mostram que entre 3% e 6% das crianças apresentam o comportamento devido ao transtorno e no Brasil, os estudos apontam números parecidos. Ele é caracterizado por sintomas de desatenção, desorganização, inquietude, sendo chamado de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em uma situação crônica, pode ocasionar variados prejuízos ao indivíduo, como, por exemplo, dificuldades nos estudos e trabalho e envolvimento em acidentes.

 

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Centro de Pesquisas em Álcool e Drogas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, jovens com TDAH têm uma possibilidade maior de se tornarem dependentes de substâncias ilícitas se comparado com outras pessoas da mesma faixa etária. Na adolescência, fase das mudanças e experimentações, o uso de drogas é um dos problemas mais sérios de saúde pública do Brasil. A iniciação nas drogas se dá por diversas causas e os transtornos psiquiátricos podem ser considerados fatores influenciadores para o uso. Dentro desses transtornos podemos citar o Transtorno de Conduta, uma espécie de personalidade anti-social na juventude.  Segundo os dados finais da pesquisa dos gaúchos ficou provado que a presença do TDAH contribui para uma dependência química mais poderosa e de pior prognóstico.

Doença "da moda" pode levar ao abuso de drogas
 
 
 
 

O TDAH se desenvolve em crianças antes dos 7 anos de idade, anos antes da predisposição à dependência química e, como isso, o fato desse tipo de transtorno apresentar tratamentos bem estabelecidos, o esclarecimento da associação entre os dois (TDAH e dependência) é fundamental em termos de prevenção inicial ao uso.

 
 

Pessoas que sofrem desse transtorno não conseguem se concentram em quase nada e pensam em várias coisas ao mesmo tempo, com o uso de qualquer substância psicoativa sentem uma “melhora” desse quadro e a sensação é de êxito em tudo o que não conseguia antes do uso. “Quem usa drogas ou álcool e sofre com o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade tem uma espécie de energia dobrada. No caso da cocaína, que normalmente deixa a pessoa agitada, o efeito é inverso e a sensação é de calmaria”, comenta a Dra. Claudia Soares, psicóloga especializada em dependência química.

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Além da pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre existem vários estudos referentes à associação do TDAH ao uso de drogas. De acordo com informações do site www.comportamentoinfantil.com, entre 20% e 50% dos pacientes dependentes químicos de álcool apresentam história de TDAH na infância. Entre os usuários de cocaína e outras drogas a prevalência dessa associação pode chegar até 45% dos casos.

 
 

Com todos esses dados e partindo do princípio de que as crianças que sofrem com o TDAH têm alto índice de uso de drogas na adolescência é necessário que o tratamento do transtorno seja associado ao trabalho de orientação dos pais e dos pacientes sobre os sintomas do TDAH e a prevenção sobre o uso de drogas alcançando êxito na formação da pessoa.

 
     
 
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