A caminhada das drogas cantada em músicas

 
 

A A música é uma forma de cultura muito valorizada em todo o mundo.

Fama, dinheiro e sucesso é o que todos os cantores e grupos desejam com as músicas que compõem, mas muitos deles usam mensagens apelativas e “agridem” seus fãs com letras que incitam o uso de drogas e álcool, entretanto outros músicos se preocupam com o problema e cantam saídas e perigos desse mundo.

A caminhada das drogas cantada em músicas
 
 
 

Algumas dessas músicas contam toda a trajetória das drogas na vida de pessoas, desde o primeiro gole de álcool, até a internação ou prisão e perda total do controle como na música “Encarcerado” do grupo de rap Câmbio Negro, que narra história de um garoto que perdeu tudo com o uso e termina com a frase “Terminei na cadeia, comecei no baseado”. História como essa já é comum dentro da realidade mundial e o perigo das drogas também são cantadas por outros artistas como Alexandre Pires que escreveu a música “Diga não às drogas”, com uma preocupação com toda uma juventude que pode está sendo perdida. Nessa canção o ex-vocalista do Grupo Só Pra Contrariar canta “Craque sim, mas de futebol. Não seja burrinho diga que não ta afim. Olha o que ela fez com ele. Olha o que ela fez”, mostrando a destruição que o crack é capaz de fazer com uma pessoa.

 
 

Em contraponto existem os musicistas que, sem nenhuma responsabilidade musical e social, fazem à defesa e incitam o uso das drogas, mostrando “algo bom” que ela possa trazer. Neste sentido podemos citar o grupo Planet Hemp (Planeta Maconha), que já foram acusados e presos por apologia da maconha, e cantavam em suas letras versos como “Falam sem se informar que ela faz mal, mas está mais que provado que o efeito é natural. Este é o Planet Hemp tentando te alertar que uma erva natural não pode te prejudicar”, querendo promover que a Maconha não causa mal algum, quando é sabido que, só para ilustras, a erva “natural” possui mais substâncias cancerígenas que o cigarro. Os fãs que “enxergam” os músicos como deuses, ao ouvirem essas “explicações” cantam “E daí como é que é? Fogo Na Bomba”, do grupo de rap De Menos Crime, que usam o termo ‘fogo na bomba´ como o ato de acender o cigarro de maconha.

 
 

O rap e o rock podem ficar tachados como os gêneros que tratam desse assunto de forma irresponsável, mas o axé também faz parte desse show. O estilo musical que antes mandava as mulheres “ralarem na boquinha da garrafa” hoje fala abertamente das drogas e o caso mais famoso foi o da proibição da música “Lança Lança”, de Jammil e Uma Noites que canta os “prazeres” do Lança Perfume de forma implícita. Partindo do ponto de músicas que trazem mensagens de forma implícita podemos citar também as letras com duplo sentido, e nesse gênero o número 1 é o falecido cantor de samba Bezerra da Silva que, dentre seus grandes sucessos, escreveu a música “Tem coca aí na Geladeira” que, quando cantada, a frase entendida pode ser “Tem cocaína na geladeira” e outra em que o refrão é “Se Leonardo da Vinte porque é que eu não posso dar dois”, onde o termo “dar dois” é uma gíria para o ato de fumar maconha. O grupo carioca Fundo de Quintal gravou a música “Bebeto Loteria” em que as mensagens não ficam explícitas, mas é compreendido que todas as pessoas em volta fizeram o uso de cocaína. O refrão da música fala “O morro inteiro ficou perfumado, com o perfume que a nêga do Beto ganhou. Até quem não é de cheirar cheirou”.

 
 
O funk carioca é o que podemos dizer como mais apelativo e músicas como “A erva é maneira, mas também é sem vergonha. Me desculpe Mc Carte, eu gosto muito de maconha. Se tu tem um baseado demorou vamos acertar, vamos fumar a noite inteira ate o dia clarear”, são comuns e cantadas por milhões de brasileiros, na maioria jovem.
A sociedade deve repensar os seus valores tomando como exemplo, a trajetória do cantor Marcelo D2, ex-vocalista da banda Planet Hemp , que no inicio de sua carreira  teve shows cancelados e chegou a ser preso por apologia e atualmente podemos vê-lo como modelo de pai em um comercial de telefonia celular.
Planet Hamp
 
     
 
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